Dúvidas sobre Métodos Anticoncepcionais Hormonais
Os métodos anticoncepcionais de destinam a evitar a gravidez indesejada, e desde a década de 50, quando foram criados, têm sido cada vez mais usados, contribuindo para a liberdade atual das mulheres.
Hoje dispomos de uma ampla gama de contraceptivos, de vários tipos de hormônios, de várias vias de administração e de variadas doses, com menos efeitos colaterais, fazendo com que possamos controlar de forma adequada os indesejados efeitos de inchaço, náuseas, vômitos, mal estar, varizes, dores no corpo e mastalgia. Tudo depende da escolha certa do anticoncepcional para você.
Se você ainda está em dúvida sobre iniciar o uso de alguma pílula, principalmente porque não sabe que efeito terá sobre seu organismo no futuro, este artigo lhe dará esclarecimentos para sua decisão.
Os anticoncepcionais, em sua maioria, são compostos por dois tipos de hormônios: o estrogênio (na forma sintética, chamada de etinilestradiol) e ma progesterona (que varia de medicamento para medicamento). Eles são tomados de forma cíclica, criando um ciclo menstrual artificial de 28 dias (21 dias de uso e 7 dias de pausa para a menstruação). No caso dos anticoncepcionais somente com a progesterona, não há pausa e, por isso, não há menstruação.
Durante o uso do contraceptivo hormonal, o organismo deixa de ter o que chamamos de eixo estimulatório, que provoca o ciclo menstrual normal e a ovulação no meio do ciclo. Então, deixamos de ovular, e não engravidamos, durante todo o mês, inclusive na semana de pausa. Isso se o uso for regular e adequado. Após a parada do anticoncepcional, o organismo retoma aos poucos o controle do ciclo, voltando ao normal. Com isso, não existe a preocupação de que o organismo fique alterado após seu uso prolongado. Pode ocorrer uma demora no retorno dos ciclos regulares, que em média é de 3 a 8 meses, mas não há danos ao organismo. Também não há necessidade de que se suspenda o anticoncepcional após algum tempo de uso, por 1 a 3 meses, como alguns ginecologistas preconizam, pois aí está o perigo de engravidar. Fique tranqüila porque durante o uso, o organismo está somente de férias, e não estamos provocando alterações de forma alguma.
O etinilestradiol, por ser um hormônio sintético, pode provocar efeitos colaterais como mastalgia (dor nas mamas), aparecimento de varizes, cansaço nas pernas, náuseas e vômitos, lesões no fígado, aumento da pressão arterial, trombose nas pernas. Antigamente, quando os anticoncepcionais foram inventados, chegávamos a usar doses de até 150mcg, que eram muito prejudiciais. Hoje, conseguimos diminuir as doses para 50, 35, 30, 20 e até 15mcg, com os mesmos efeitos anticoncepcionais mas sem os efeitos ruins. Com isso, eles se tornaram mais baratos e acessíveis.
As progesteronas ajudam a fazer o ciclo de 28 dias e proteger o útero, aumentam o muco vaginal que também ajuda como anticoncepcional. Elas são o hormônio da gravidez, e podem provocar o inchaço, náuseas e vômitos. Hoje, as progesteronas estão modernas e algumas têm efeito diurético para evitar o inchaço, dando mais opções para a troca caso uma pílula esteja provocando muitos sintomas.
Quando você usa contraceptivos hormonais e nunca teve filhos, a mama sofre o efeitos destes hormônios (porque a mama ainda está jovem e ela só fica madura após uma gravidez) e há quem acredite que isso aumenta o risco de câncer de mama. Nada foi comprovado em estudos até o momento. Sabemos que o uso contínuo por até 10 anos, com doses de etinilestradiol de 50mcg, não aumenta o risco. Hoje, com o uso de doses menores, podemos prolongar este tempo. Converse com seu médico se você está chegando neste período e pese riscos e benefícios. Há métodos contraceptivos não hormonais também muito eficazes para realizarmos a troca, se necessário.
O grande risco dos anticoncepcionais continua sendo o de trombose. Algumas mulheres, com doenças hereditárias da coagulação, que ainda não sabem que têm essa doença, podem iniciar o uso de pílula e fazerem trombose (entupimento por coágulos nas veias das pernas) e tromboembolismo (esses coágulos se soltam e migram para os pulmões e outros locais do corpo), que é muito grave. Por isso, todas devem consultar seu ginecologista antes de iniciar o uso de qualquer tipo de anticoncepcional, pois ele pode identificar se você é de risco para fazer trombose ou não.
Também, quando você tem alguma doença (pressão alta, diabetes, problemas de fígado, doenças de mama, reumatismo, TPM, enxaqueca, endometriose), é necessário escolher a progesterona adequada para você. Você deve consultar um ginecologista para iniciar a pílula ou outro método adequado.
Para saber sobre todos os métodos anticoncepcionais disponíveis, veja a sessão Tipos de Métodos Anticoncepcionais. |